Olho o horizonte...
Nada vejo.
Olho pra trás...A estrada que percorri se foi.
Resta-me seguir em frente.
Estou a beira de jogar tudo pro alto e sumir.
Desaparecer.
Alguém disse que depois da tempestade vem a calmaria.
Que venha logo.
Sento-me novamente com a solidão...Ela me consola.
Mostra-me o passado, as palavras que foram ditas para ajudar no presente...
Mas a velha é astuta, sua perspicácia é tanto que consegue mudar o sentido dos pensamentos, e o balé comigo preso novamente a sua mandíbula recomeça. De um lado para o outro.
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A saudade aperta. Aperta e estrangula. O sangue já não sobe até o cérebro, então os delírios são inevitáveis.
Delírio sobre o que vai acontecer...
Delírio sobre o que estaria fazendo nesse momento...
Delírio sobre o que posso fazer para agüentar
Não agüento, arrebento.
Tento trabalhar ao máximo para não pensar nela, não sentir a falta. Tentar não ligar. Se ligar, não sei o que dizer...Foi assim...Tão sem pensar. Que a boca cala.
Concentro-me nos afazeres...Uma música toca. E a lembrança me abraça e embala–me. Doce...Suave...Quase sem rumo. Digo quase por que depois me joga novamente na fria solidão, essa senhora...
A senhora chamada solidão me agarra, com ferozes mandíbulas e me força a ver as cenas que nunca aconteceram, me faz acreditar no que não existe.
Nada impede a solidão. Essa maldita senhora velha cinzenta. Que te joga no descampado e lá te deixa. Onde está o amor nesse momento?
O terror se aproxima. A perda esta distante, mas seus passos sã...
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Modifiquei do original pra ficar um pouco melhor!!!!!
Você me olha, de perto você me olha. Cada vez mais perto. E esse olhar me faz exalar o cheiro das fragâncias escondidas. Cada vez mais perto, nossos corpos já estão sobrepostos. Inspiração e respiração, em sincronia, num ritmo todo nosso.
Então brincamos. Desenho sua boca com minha mão. E se fecho os olhos ainda posso desenhar os contornos suaves que brotam de sua face. Num instante abro os olhos e, debaixo do teu sorriso, vejo a boca que nascia de minhas mãos. Cada vez mais perto.Os lábios se esfregam, mistura de gracejo com desejo. As línguas se roçam suavemente como se em nossas bocas tivéssemos flores. Brinco em suas cavernas, onde o ar cheira a perfume.
Meus dedos afundam na profundidade do seu cabelo negro. Afago seus fios, descubro seus brios. Acaricio-o lentamente.
Mais olhar, mais ardor, mais ritmo. Agora nos mordemos. Como é doce essa dor. Então nos afogamos num breve e intenso momento onde o fôlego falta...
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Estou secando. Não tenho mais lágrimas. Mas tenho coragem. Coragem que uso a cada dia que passa para mostrar o quanto a amo.
Das lágrimas, você não precisa saber, saiba só que quero você. Mas o passo me assusta. E se você voltar para o passado?
Do que adiantou todas as qualidades que você disse que tenho? Hein?