Acho que meus problemas estão chegando ao fim....A calmaria esta a vista.
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Nao escreverei mais...Eu acho.
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Mostrando postagens de março, 2004
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Sonho trouxe seu irmão...O Pesadelo.
Lembra-se que no post anterior eu havia dito que circulava um boato no submundo sobre a visita do Sonho? Ele veio hoje pela madrugada e trouxe consigo seu irmão mais velho, O Pesadelo.
O Pesadelo é um cara gordo, com muitas camadas de banha cheiro de gordura e suor, uma personalidade má, debochada e sem respeito por ninguém. Faz questão de te mostrar o que poderá acontecer manipulando seu irmão Sonho.
E foi assim que acordei ensopado de suor as 4 da manha de hoje, após uma terrível atuação do Sr. Pesadelo.
Qual é o meu maior pesadelo no momento? Não sabe? Pois bem.
Meu maior pesadelo seria perder a Karen. Seria ela voltar para o ex namorado que esta na cidade. Sofro muito só de imaginar. E todo esse meu sofrimento se acentuou hoje.
Terrível.
Estávamos todos em um apartamento desconhecido, ela e ele numa sacada com numa distraída conversa. Seus olhinhos estavam ávidos pela atenção de seu interlocutor, que falava e fal...
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Você precisa fazer alguma coisa.
Estou aqui sofrendo. Achei que estava forte, mas era apenas o prelúdio de uma dor imensa.
Não sinto fome. Não sinto sede. Sintomas primários de um apaixonado que se encontra longe do seu amor.
Como estou só. Queria falar com ela. Queria ouvir a vozinha de menininha. Uma doce e suave melodia.
Te amo tanto. Não agüento chorar como estou.
Espero...Espero...
Que solidão. Cadê você?
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O Sonho
Dizem pelo submundo que ele irá me visitar hoje. Trazendo o que poderá ser o Futuro. Esse Futuro é um dos filhos do Sr. Tempo. O Sonho é um trapaceiro, nunca sabe o que realmente quer te dar. Não conhece o Bem nem o Mal. Pode trazer o bom agouro como um corvo imundo te traz uma infelicidade tremenda.
Fico a sua espera. Em sua ultima visita não disse nada. Ficou a me observar, tomou sua tequila, engoliu o asqueroso verme e saiu. Nem olhou para trás. Eu ? Continuei ali sentando com a solidão que resmungava algo que eu não entendia.
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A Vaidade...Uma coroa prepotente e arrogante.
Ela passou por mim hoje, com suas caras e bocas, um gingado inconfundível e todo aquele pecado dentro de um vestido onde a luxúria se faz fonte inesgotável de prazer.
Seu caminhar na minha companhia fez com que algumas garotas no corredor da faculdade parassem para me olhar com ela. Não sou bonito, por isso a compreensão daqueles olhares me é tão distante. Não sei o que vêem em mim. Quando percebo os olhares me queimando na sala e os fito também, elas os desviam. Tímidos, sem graça por não terem sido correspondidos.
Sempre me achei feio, por que justamente agora um monte de garota resolveu me achar bonito? Por que estou carente? Triste? Sozinho? Abandonado?
Ou sempre estive errado?
Acredito que não.
Elas não dizem diretamente, mas seus olhares denunciam. Quando entro, sempre atrasado, pego algumas olhando...Inocentes.
Mas são todas em preto e branco, só tem cor o meu amor. Só ela que consigo enxergar. Queria em...
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São 14hs
Será que sente saudade?
O que estaria pensando? Em mim? No passado? No passado que veio de férias no presente. Horrível.
Mas não escrevo pra ganhar nenhum concurso literário...
Penso nisso. Penso em você. Não no concurso literário.
Não queria passar por isso. Seria tão simples.
E agora? Para onde vamos?
Não vou tentar apressar as decisões.
O amor continua ao meu lado, firme, forte. Denso e lento.
Talvez só quem pense nisso seja eu. Um tempo. Férias.
O tempo?
É um senhor. Que baila em doces sonhos e pode trazer as marés das boas novas ou do apocalipse. Em sua mala muitos desejos e objetos. Já viram uma caixinha onde ele guarda o amor? A esperança?
Tudo em seu tempo? Sim tudo na sua mala. Um caixeiro viajante. Viaja nas brumas de cada um.
Nas suas e nas minhas.
Suas e minhas? Nossas?
Não, muito cedo...Eu que sou sempre um alienado da realidade.
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O delírio?
É um pequeno fedelho que ouviu atrás da porta, não sabe o que, e nem onde, e muito menos como foi. Só sabe que vai te atormentar.
Pregando peças em minha mente. Oferecendo-me cenas que não existem. Momentos que irão acontecer só em minha mente.
O delírio diz que esta acontecendo nesse exato momento, ou aconteceu ontem...Mas o pequeno monstrinho não sabe o que é tempo...Desconhece o amor, não ama e nem é amado.
Mas joga com essas armas. Como não sabe usa-la, abusa da quantidade e machuca...
Delírio: - Esta falando com ele...
Eu: - Impossível!
Delírio: - Quem te garante? Vc acreditou mesmo né?
Eu: Acredito!
Delírio: Nela ou em mim?
Eu: Em mais ninguém!
Delírio: Assim foi melhor. Sabia decisão.
Eu:...
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Olho o horizonte...
Nada vejo.
Olho pra trás...A estrada que percorri se foi.
Resta-me seguir em frente.
Estou a beira de jogar tudo pro alto e sumir.
Desaparecer.
Alguém disse que depois da tempestade vem a calmaria.
Que venha logo.
Sento-me novamente com a solidão...Ela me consola.
Mostra-me o passado, as palavras que foram ditas para ajudar no presente...
Mas a velha é astuta, sua perspicácia é tanto que consegue mudar o sentido dos pensamentos, e o balé comigo preso novamente a sua mandíbula recomeça. De um lado para o outro.
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A saudade aperta. Aperta e estrangula. O sangue já não sobe até o cérebro, então os delírios são inevitáveis.
Delírio sobre o que vai acontecer...
Delírio sobre o que estaria fazendo nesse momento...
Delírio sobre o que posso fazer para agüentar
Não agüento, arrebento.
Tento trabalhar ao máximo para não pensar nela, não sentir a falta. Tentar não ligar. Se ligar, não sei o que dizer...Foi assim...Tão sem pensar. Que a boca cala.
Concentro-me nos afazeres...Uma música toca. E a lembrança me abraça e embala–me. Doce...Suave...Quase sem rumo. Digo quase por que depois me joga novamente na fria solidão, essa senhora...
A senhora chamada solidão me agarra, com ferozes mandíbulas e me força a ver as cenas que nunca aconteceram, me faz acreditar no que não existe.
Nada impede a solidão. Essa maldita senhora velha cinzenta. Que te joga no descampado e lá te deixa. Onde está o amor nesse momento?
O terror se aproxima. A perda esta distante, mas seus passos sã...
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Modifiquei do original pra ficar um pouco melhor!!!!!
Você me olha, de perto você me olha. Cada vez mais perto. E esse olhar me faz exalar o cheiro das fragâncias escondidas. Cada vez mais perto, nossos corpos já estão sobrepostos. Inspiração e respiração, em sincronia, num ritmo todo nosso.
Então brincamos. Desenho sua boca com minha mão. E se fecho os olhos ainda posso desenhar os contornos suaves que brotam de sua face. Num instante abro os olhos e, debaixo do teu sorriso, vejo a boca que nascia de minhas mãos. Cada vez mais perto.Os lábios se esfregam, mistura de gracejo com desejo. As línguas se roçam suavemente como se em nossas bocas tivéssemos flores. Brinco em suas cavernas, onde o ar cheira a perfume.
Meus dedos afundam na profundidade do seu cabelo negro. Afago seus fios, descubro seus brios. Acaricio-o lentamente.
Mais olhar, mais ardor, mais ritmo. Agora nos mordemos. Como é doce essa dor. Então nos afogamos num breve e intenso momento onde o fôlego falta...
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Estou secando. Não tenho mais lágrimas. Mas tenho coragem. Coragem que uso a cada dia que passa para mostrar o quanto a amo.
Das lágrimas, você não precisa saber, saiba só que quero você. Mas o passo me assusta. E se você voltar para o passado?
Do que adiantou todas as qualidades que você disse que tenho? Hein?
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Na Rua, na Chuva, na Fazenda.
(Hyldon/Kid Abelha).
Não estou disposto
A esquecer seu rosto de vez
E acho que é tão normal.
Dizem que sou louco
Por eu ter um gosto assim;
Gostar de quem não gosta de mim.
Jogue suas mãos para o céu
E agradeça se acaso tiver
Alguém que você gostaria que
Estivesse sempre com você
Na rua, na chuva, na fazenda
Ou numa casinha de sapé.
Jogue suas mãos para o céu
E agradeça se acaso tiver
Alguém que você gostaria que
Estivesse sempre com você,
Na rua, na chuva, na fazenda
Ou numa casinha de sapé.
Solo
Não estou disposto
A esquecer seu rosto de vez
E acho que é tão normal .
Dizem que sou louco
Por eu ter um gosto assim;
Gostar de quem não gosta de mim.
Jogue suas mãos para o céu
E agradeça se acaso tiver
Alguém que você gostaria que
Estivesse sempre com você,
Na rua, na chuva, na fazenda
Ou numa casinha de sapé.
Jogue suas mãos para o céu
E agradeça se acaso tiver
Alguém que você gostaria que
Estivesse sempre co...
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Canção do Amor-Perfeito
O tempo seca a beleza.
seca o amor, seca as palavras.
Deixa tudo solto, leve,
desunido para sempre
como as areias nas águas.
O tempo seca a saudade,
seca as lembranças e as lágrimas.
Deixa algum retrato, apenas,
vagando seco e vazio
como estas conchas das praias.
O tempo seca o desejo
e suas velhas batalhas.
Seca o frágil arabesco,
vestígio do musgo humano,
na densa turfa mortuária.
Esperarei pelo tempo
com suas conquistas áridas.
Esperarei que te seque,
não na terra, Amor-Perfeito,
num tempo depois das almas.
Cecília Meireles
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Como um vidro não me vê, sua visão me ultrapassa. Percebe minha existência. A protejo. A contemplo. Trago sustentação. Mas anda acontece...
O que faço? Pediu-me tempo? É difícil dar...Pois nada tenho. Pediu-me compreensão? Na circunstância é impossível, mas foi dado.
E o tempo? Suas areias ainda correm nas mãos de Cronos, mas continuo aqui a espreita. Aguardo minha sentença.
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Escreve-me ...
Escreve-me! Ainda que seja só
Uma palavra, uma palavra apenas,
Suave como o teu nome e casta
Como um perfume casto d'açucenas!
Escreve-me!Há tanto,há tanto tempo
Que te não vejo, amor!Meu coração
Morreu já,e no mundo aos pobres mortos
Ninguém nega uma frase d'oração! "Amo-te!"
Cinco letras pequeninas,
Folhas leves e tenras de boninas,
Um poema d'amor e felicidade!
Não queres mandar-me esta palavra apenas?
Olha, manda então...brandas...serenas...
Cinco pétalas roxas de saudade...
Florbela Espanca